CORPO CIDADE
2026
2026
CORPO CIDADE reúne três momentos da pesquisa em poéticas visuais da autora, desenvolvidos ao longo de mais de duas décadas em mestrado, doutorado e pós-doutorado. Estruturado em três partes, o livro articula texto e imagem por meio de uma proposta gráfica que evidencia os processos de criação e reflexão da prática artística. A Parte 1 apresenta obras produzidas entre 1996 e 2002, marcando a transição do espaço expositivo para o espaço público. A Parte 2 (2004–2011) enfoca instalações com animações em stop motion e desenhos, resultantes da pesquisa sobre uma região da cidade de São Paulo. A Parte 3 documenta a criação da vídeo instalação Sobras (2017–2019), centrada nas ruínas fabris da Zona Leste paulistana. As imagens, organizadas em grades ao lado dos textos que as referenciam, e os diferentes tratamentos gráficos evidenciam os vínculos entre pensamento e procedimento, teoria e prática. CORPO CIDADE oferece ao leitor uma análise crítica dos processos que estruturam a trajetória da autora como artista e pesquisadora.
Cava decote gancho
2025
2025
CAVA DECOTE GANCHO apresenta imagens de 16 desenhos de 2021-22 em lápis pastel colorido sobre papel feitos por Renata Pedrosa. A artista utiliza réguas de modelagem para traçar conjuntos de linhas em cores diversas que se relacionam entre si por repetição, espelhamento e sobreposição. As figuras resultantes destas ações remetem ao corpo, não apenas pelas formas, como pelo uso de jargões de corte e costura no título das obras. O livro conta com 4 capas diferentes em acrílico luminoso, com reproduções em corte a laser dos gabaritos usados nos desenhos.
De 2002 a 2005
2008
2008
De 2002 a 2005
As fotos a seguir são de instalações que fiz nas ruas, praças e parques de cidades como São Paulo, Blumenau e Brande (Dinamarca), entre 2002 e 2005.
As ruas da cidade são bem diferentes dos museus, galerias e espaços institucionais; o trabalho não está em exposição para apreciação de um público especializado; ele torna-se parte da vida cotidiana, aceita o ambiente heterogêneo que o cerca.
Na rua não se é livre para fazer tudo o que se quer; deve-se considerar o entorno onde a obra será instalada, respeitar o fluxo de pessoas e veículos, o ambiente de trocas e usos...
Mas será que é mesmo uma obra de arte uma vez que está completamente disponível, pode ser manipulada, destruída, desmantelada por aqueles que passam por ali?
Instalar trabalhos na rua é buscar uma outra maneira de exposição; é correr o risco de passar desapercebido, de ter uma vida efêmera e fugaz; da obra existir apenas como documentação.
Para fazer estes trabalhos uso os mesmos materiais das construções simples e precárias que convivem com as edificações sólidas e permanentes que encontro na cidade de São Paulo.
O uso que faço deles vem das coisas que vejo por onde passo, das vistas e visões que tenho ao esquadrinhar cada acontecimento inesperado e mambembe: as barracas de rua de feiras e camelôs, as cercas que isolam canteiros de obra, as passagens temporárias que mudam o caminho dos pedestres, as faixas penduradas nos postes e semáforos.
Tenho a intenção de penetrar na textura da cidade, misturar-me, impregnar-me pelo entrono, confundir-me com a paisagem urbana, direcionar a atenção para o coletivo, disponibilizar algo de mim para um número indefinido de pessoas.
E o que me interessa é a possibilidade que o espaço público oferece da obra estar na cidade, ser uma coisa no mundo, ser uma experiência disponível para alguns.
Renata Pedrosa
As fotos a seguir são de instalações que fiz nas ruas, praças e parques de cidades como São Paulo, Blumenau e Brande (Dinamarca), entre 2002 e 2005.
As ruas da cidade são bem diferentes dos museus, galerias e espaços institucionais; o trabalho não está em exposição para apreciação de um público especializado; ele torna-se parte da vida cotidiana, aceita o ambiente heterogêneo que o cerca.
Na rua não se é livre para fazer tudo o que se quer; deve-se considerar o entorno onde a obra será instalada, respeitar o fluxo de pessoas e veículos, o ambiente de trocas e usos...
Mas será que é mesmo uma obra de arte uma vez que está completamente disponível, pode ser manipulada, destruída, desmantelada por aqueles que passam por ali?
Instalar trabalhos na rua é buscar uma outra maneira de exposição; é correr o risco de passar desapercebido, de ter uma vida efêmera e fugaz; da obra existir apenas como documentação.
Para fazer estes trabalhos uso os mesmos materiais das construções simples e precárias que convivem com as edificações sólidas e permanentes que encontro na cidade de São Paulo.
O uso que faço deles vem das coisas que vejo por onde passo, das vistas e visões que tenho ao esquadrinhar cada acontecimento inesperado e mambembe: as barracas de rua de feiras e camelôs, as cercas que isolam canteiros de obra, as passagens temporárias que mudam o caminho dos pedestres, as faixas penduradas nos postes e semáforos.
Tenho a intenção de penetrar na textura da cidade, misturar-me, impregnar-me pelo entrono, confundir-me com a paisagem urbana, direcionar a atenção para o coletivo, disponibilizar algo de mim para um número indefinido de pessoas.
E o que me interessa é a possibilidade que o espaço público oferece da obra estar na cidade, ser uma coisa no mundo, ser uma experiência disponível para alguns.
Renata Pedrosa